30 de mai de 2010

Documentário "Os Estados Unidos contra John Lennon"


Por Daniel Collyer

O documentário “The U.S. vs. John Lennon” foi lançado em 2006, mas só chegou ao Brasil em 2010. Os diretores David Leaf e John Scheinfeld quiseram mostrar como e por que o líder dos Beatles se tornou no fim da década de 60, o inimigo número um do governo do então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon. Dão tom ao filme depoimentos de ex-membros do governo dos Estados Unidos, advogados e pessoas próximas ao casal Yoko Ono e John Lennon. Também falam intelectuais como Gore Vidal, Noam Chomsky e alguns líderes ativistas dos anos 70, como Angela Davis, dos Panteras Negras. Além de um dos dois jornalistas que desvendaram o caso Watergate, Carl Bernstein.

John Lennon sempre deu opiniões polêmicas e radicais. Partindo desse especto da personalidade dele, o filme mostra o lado ativista que havia no cantor, que foi ainda mais aguçado ao conhecer a artista plástica Yoko Ono, sua companheira inseparável desde o fim dos Beatles. Yoko agregou a John o teor performático e juntos tentavam explicar seus conceitos como o “bagismo” e o “comunicação total” para os jornalistas que incessantemente os seguiam. O casal adotou um caráter exibicionista para transmitir paz e a relação direta com as novas canções que eram cantadas por multidões ao redor do mundo. Além de canções que denunciavam para os inimigos e conservadores seu comportamento subversivo. É sempre ao lado de Yoko que Lennon está toda vez que fala para multidões de jovens em eventos contra a guerra. Também é acompanhado dela que cede entrevistas criticando abertamente poderosos da época. Através de imagens de arquivo, gravações de canais de TV e fotos da família, a produção remonta momentos importantíssimos que influenciaram a cultura mundial de forma irreversível.

O filme traz um enfoque maior na época na Guerra do Vietnã ocorrida entre os anos de 1959 e 1975 e a qual John Lennon, Yoko Ono e grande parte dos americanos e do resto do mundo eram contra. Por conta disso, fazia discursos inflamados e protestos como o que ocorreu em Amsterdã, quando ele e a esposa ficaram deitados na cama de um hotel durante a lua-de-mel por uma semana em meio a jornalistas, fotógrafos e mensagens de paz como o lema “faça amor, não faça guerra”. Dispostos a convencer a opinião pública de que os Estados Unidos cometiam um grave erro ao se manter na guerra, Lennon e Yoko chamaram a atenção dos jovens de várias formas. “Ele sabia que a mídia noticiaria qualquer coisa ligada a ele”, comenta um dos entrevistados no filme. Fez com que canções como “Give Peace a Chance” e “Imagine” se tornassem verdadeiros hinos para os opositores à presença militar americana no Vietnã.

O filme conta ainda como um artista chegou ao ponto de perturbar o governo do presidente Richard Nixon, ter seus direitos infringidos por grampos telefônicos ilegais, procurado pelo FBI e entrou em uma briga de quase cinco anos com as constantes investidas do Serviço de Imigração americano para deportá-lo até que conseguisse seu Green Card e se tornasse cidadão americano.

Partindo da tese que segue todo o longa-metragem, as ligações de Lennon com revolucionários anti-Nixon e a atenção constante que obtinha da mídia teriam sido fatores determinantes para ele ser vigiado e ter suas conversas grampeadas. Em várias entrevistas durante os anos 70, John chegou até mesmo a declarar publicamente como essa circunstância o tinha tornado um pouco paranóico.

A associação do casal com radicais de movimentos paralelos como Panteras Negras, é contada pelos roteiristas mostrando um caráter ingênuo de John e o indicam como brinquedo político dos militantes dos quais ele financiava a ideologia e outras polêmicas envolvendo o uso de drogas ou elemento negativo para a figura de John Lennon não são tratados. Há com certeza um peso do “sentimentalismo” e “complacência” de David Leaf e John Scheinfeld.

Para aquele que não é fã ou não conhece os Beatles ou John Lennon, vale assistir o filme pela questão histórica da Guerra do Vietnã e também como a genialidade de um artista pode ser tão forte quanto o poderio de uma grande potência como os Estados Unidos. Além disso, o filme é um grande modelo de filme do gênero documentário. E você que é um beatlemaníaco, ainda não assistiu o filme? Tá esperando o que?

Confira o trailer:

29 de mai de 2010

Cobertura da Veja em 1964: The Beatles



Em 1964, a revista VEJA estava ligada no fenômeno Beatles.

Desenho animado THE BEATLES – 1966

Por ROGÉRIO PECEGUEIRO

THE BEATLES foi um desenho animado americano, com episódios mostrando aventuras nostálgicas da maior banda de todos os tempos. Apesar de não ser um seriado oficial dos Beatles, tornou-se famoso pela representação fiel dos integrantes da banda, criando histórias animadas para as suas músicas originais, estas tocadas na íntegra em cada inusitada aventura. Vide o episódio abaixo, no qual é apresentada a música "Penny Lane".



Para dublagem dos personagens, O ator americano Paul Frees fazia as vozes de John e George, enquanto que Lance Percival emprestava sua voz para Paul e Ringo. Os episódios foram produzidos, em sua maioria, na Austrália, nos estúdios da Artransa Park – Sydney -. A outra parte dos episódios dessa série animada ficou a cargo do John W. Dunn, um renomado profissional de desenhos de Hollywood, Califórnia.

27 de mai de 2010

Capa do novo álbum de Jonas Brothers é inspirada nos Beatles

Por ROGÉRIO PECEGUEIRO

“Jonas L.A.”, O novo álbum do trio Jonas Brothers, vem com a trilha sonora do seriado de TV - com o mesmo nome -, cuja estréia está programada para o dia 20 de junho nos Estados Unidos.


Na capa, os personagens Joe, Nick e Kevin caminham sobre o que parece ser uma faixa de pedestre (na verdade, é um caminho de blocos de concreto sob gramado à beira de uma piscina), carregando uma prancha. A inspiração para esta foto veio dos álbuns “Abbey Road”, dos Beatles, e “Surfin’ Safári”, do Beach Boys.




Guia Analfabeatles

Por BRUNO GOMES


Um guia prático e instantâneo para aquele que não sabe nada de Beatles.

A ideia de um guia prático sobre os Beatles foi inspirada em todas as gerações que não tiveram a oportunidade de viver a efervescência cultural, política e musical da década de 1960, e ainda não estabeleceram nenhum contato com os “Reis iê, iê, iê”. Uma época de transformações e mudanças nas atitudes da juventude, que assumiu de vez o seu protagonismo rebelde na sociedade. Nesse período, o expoente máximo musical foi representado por quatro “carinhas” engomados, que chegaram a ser mais famosos que Jesus Cristo, segundo John Lennon, o mais polêmico integrante da banda The Beatles.

Na condição de um analfabeatles, darei algumas dicas para que você não fique excluído das conversas animadas e nostálgicas sobre os Beatles, e pare de vez de ficar balançando a cabeça positivamente e dizendo “ahã”!



Atenção:

1) O Guia Analfabeatles é totalmente empírico;

2) O risco de você tornar-se um fã dos Beatles é altíssimo;

3) Será difícil você não querer se aprofundar história dessa banda.



Vamos às dicas, analfabeatles!

1ª dica:

Ache um roqueiro, um amante do rock, ou simplesmente alguém que goste de rock, e pergunte ele (a) quem foram os Beatles. Você ouvirá coisas semelhantes a “os Beatles foram os caras que simplesmente revolucionaram a música!”; “Eles foram os divisores de água do rock; os caras que revolucionaram a produção musical no estúdio e criaram tendências até hoje vistas.”


2ª dica:

Conheça a banda de perto. Saiba que os Beatles não são quatro irmãos gêmeos. Todos eles são de uma cidade britânica, chamada Liverpool, onde ficaram famosos, mas não têm nenhum grau de parentesco. São eles: John Lennon (voz e guitarra rítmica), Paul McCartney ( voz e baixo), George Harrisson ( voz e guitarra) e Ringo Starr ( voz e bateria).


3ª dica:

Saiba que, apesar da banda The Beatles ter batido todos os recordes de venda de discos e álbuns, ela teve uma passagem meteórica. Durou apenas 8 anos, a partir da gravação do primeiro compacto “Love Me Do”, 1962, até a dissolução em 1970, por causa das velhas “picuinhas” que toda banda de rock tem.


4ª dica:

Saiba que John Lennon era o cara mais polêmico da banda; era um ícone da rebeldia e liberdade jovem da década de sessenta. Chegou a dizer que “os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo”. Personalidade à flor da pele.







5ª dica:

Saiba que, assim como o Batman - que é conhecido pela sua famosa “batcaverna” - os homens besouros” (Beetles) também tinham inicialmente o seu peculiar esconderijo: o “The Cavern Club”, em Liverpool, onde eles deram o ponta pé inicial rumo à fama. Neste local os Beatles afinaram muitas músicas, até serem descobertos pelo empresário Brian Epstein, o cara que trouxe os besouros à luz da fama.



6ª dica:

Entenda o conceito de “beatlemania”, um termo inventado pela mídia norte americana para caracterizar os fãs histéricos, principalmente as fãs, que se aglomeravam nos aeroportos para ver Paul, John, George e Ringo. Certamente, se você, pesquisar vai encontrar um beatlemaníaco na sua família. Quem sabe a sua mãe?

7ª dica:

Caso você queira comentar algo sobre os Beatles , não fale do joguinho de palavras que eles fizeram para inventar o nome da banda, juntando “Beetles”(besouros) com “ beat”(batida). Isso já está mais que manjado! Brincadeira, agora você já sabe o porquê do nome da banda.





8ª dica:

Saiba cantar pelo menos 2 músicas inteiras. Deixe de cantar apenas refrões do tipo “Hey Jude”. A brincadeirinha infame do “Ei? Ei? Eeei juuude...” já foi. A propósito procure as 10 músicas mais famosas dos Beatles e aprecie. Será difícil encontrar apenas dez.

9ª dica:

Saiba algumas curiosidades. Exemplo: o visual com o cabelo penteado para frente, que muitos adolescentes e vocalistas de bandas de estilo “emo-pop-rock” usam, foi influência direta dos caras que “patentearam” esse look, os Beatles. Eles também foram os pioneiros, dentre outras coisas, a fazer um show de grandes proporções, num campo de futebol.










10ª dica:

Para conhecer os Beatles de verdade, não tenha como fonte um analfabeatles, pois sabemos que ele não entende nada do assunto. É recomendável que você leia e participe do blog que você está conectado agora. Certamente você descobrirá muitas coisas interessantes e divertidas sobre essa banda revolucionária.

Participe do “Guia Analfabeatles” e sugira outras dicas instantâneas, criativas e práticas, que ajudem a aumentar o número de conhecedores dessa banda extraordinária.

Selo Discobertas lança homenagem à Yoko Ono

Por ROGÉRIO PECEGUEIRO

Segundo Caderno no O GLOBO de hoje:

Depois de gravar álbuns, homenagem brasileira aos Beatles – assunto já abordado neste Blog -, agora Marcelo Fróes lança nesta semana, pelo Selo Discobertas, tributo a obra de Yoko Ono na voz de diversas cantoras brasileiras, como presente aos 70 anos de John Lennon.

- Mandei o CD para a Yoko, que adorou. Fiz na calada, por que se vazasse a imprensa ia me sacanear: “Não bastam as dezenas de tributos e duetos dos Beatles, agora vem a Yoko!”. A Yoko é o que é. Mas a matéria prima tem coisas lindas. Ninguém fez isso – disse Marcelo Fróes, em entrevista cedida ao repórter Arnaldo Bloch, do O GLOBO.





Saiba mais e ouça a faixa da musica Yangyang, interpretada pela cantora Silvia Manchete, no site do O GLOBO

'The Beatles - 50 anos' no Jornalistas & Cia

Deu no "Jornalistas & Cia" dessa semana.

26 de mai de 2010

The Beatles and Football

Por ROGÉRIO PECEGUEIRO

Afinal, a Inglaterra, lar da maior banda de todos os tempos, também é o país que inventou o football – Cálcio, para os italianos; soccer, aos estadunidenses; ou o popular futebol, para nós brasileiros -. Então, dizer que os Beatles nunca deram atenção a esse esporte é algo totalmente revoltante. Pense bem: quatro sujeitos bacanas, que curtiam a vida adoidado e não pudessem, ao menos, tirar uns 90 minutos por uma ou duas vezes por semana ou mais para acompanhar uma partida ou discutir assuntos reverentes ao que aconteciam nos estádios ingleses, as jogadas dentro de um campo de futebol, a Copa do Mundo de 1966? Ou então, nenhum dos Beatles não teria um time de coração o qual torcessem: Liverpool ou Everton? Pra quem disser que os Fab Four não tinham nenhuma referencia ao esporte mais popular do mundo, estará dando uma bola totalmente fora, mas se afirmar que eles eram bastante interessados numa peleja, então fará um “goal” de placa!

A começar pelo John Lennon, que fez uma intrigante pintura aos 11 anos de idade, em 1952, na qual retrata um lance de uma partida de futebol, que o mesmo jamais a identificou, mesmo quando, em 1974, essa imagem acabou sendo a capa de seu álbum “Walls and Bridges”. Evidências fizeram especialistas afirmarem que a pintura do menino John Lennon retrata, com requinte de detalhes, um lance da partida Newscatle 1x0 Arsenal, pela final da copa da Inglaterra de 1952. Isso evidencia que o menino Lennon era apaixonado por futebol, assim como tantos outros da sua idade, e há indícios que tinha simpatia pelo Liverpool.




A imagem que John Lennon, com 11 anos, teria retratado na pintura seria este lance de cabeçada,
na final da Copa da Inglaterra de 1952: Newcastle 1x0 Arsenal

Paul McCartney, na infância, era torcedor do Everton, por influência paterna. Já esteve presente no Wembley muitas vezes para assistir aos jogos do time de azul. Porém, nos anos 70, virou a casaca para o Liverpool, em boa fase na época.

O menino Ringo Starr era torcedor do Arsenal, por influência de seu padrasto, que levava-o para assistir aos jogos dos “Gummers”. Seus herdeiros passaram a torcer pelo Liverpool.

George Harisson, porém, parece ter sido a exceção dos Fab Four, já que, nas décadas de 70 e 80, foi assíduo freqüentador de Campeonato de Fórmula 1, corridas pelo mundo, e não dava bola para partidas de futebol. Quando questionado sobre um time de futebol da sua preferência, apenas deu a seguinte declaração:

“Existem três times em Liverpool e eu prefiro o outro...”


Curiosidade:

25 de mai de 2010

Os Beatles em cordel

Por FELIPE SIECZKO NASCIMENTO

A história da maior banda de rock de todos os tempos, agora pode ser encontrada também em cordel. Isso mesmo. Com autoria de J. Victtor, a publicação foi feita em 2008, porém não foi muito divulgada. O autor disponibilizou a leitura do cordel em seu blog. Para visualizá-lo clique aqui.

No Rio de Janeiro, o cordel pode ser encontrado em diversas bancas de jornal no centro da cidade. Porém, o melhor local para encontrá-lo é na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, que fica na Rua Leopoldo Fróes, 37 – Santa Teresa – Rio de Janeiro, ou através do site: www.ablc.com.br

Scorsese termina documentário sobre George Harrison

Postado por Amanda Rolim, Izabela Lauria, Juliana Guimarães, Rafael Bonfim e Suellen Pais




Agencia EFE


Cannes (França), 16 de maio EFE - O diretor Martin Scorsese já encerrou a preparação do documentário sobre George Harrison, que realiza em colaboração com a viúva do beatle, Olívia Harrison.

"Living in the material world: George Harrison"é o título do documentário, que mostrará imagens inéditas sobre a vida do guitarrista e de sua mulher da época dos beatles até sua morte, em 2001, como informa a edição especial da revista "Variety" para Cannes.

Scorsese, que está em Cannes para promover o documentário, explicou que é uma experiência libertadora estar envolvido num projeto de não-ficção.

"De certa forma, me liberta das restrições de um longa-metragem. Tenho liberdade narrativa", afirmou Scorsese.

O documentário será mais um de Scorsese sobre música. O diretor já rodou "The Last Waltz" (1978), sobre um show do grupo The Band: "Shine a Light"(2008), sobre os Rolling Stones e "No direction home: Bob Dylan"(2005).

24 de mai de 2010

Hey Julian

Por Yasmin Miranda
       
         Uma das músicas mais conhecidas dos Beatles, é sem dúvida "Hey Jude". Além de ter sido o single mais vendido da banda (HeyJude/Revolution de 1968) a canção aparece em muitos filmes, propagandas, etc. Qualquer beatlemaníaco sabe sua letra na ponta da língua! O que poucos sabem é que a música tem toda uma história por trás de sua criação.

Julian, Cynthia e Jhon Lennon

  Em junho de 68, Jhon Lennon separou de sua mulher Cynthia Lennon, pois havia se apaixonado por Yoko Ono. Quando ele deixou a casa de Cynthia, também deixou o filho Julian. Paul era muito amigo da família e resolveu ir visitá-los para dar um apoio.   Ele foi  em seu carro e conta que no caminho começou a cantarolar a canção enquanto ia dirigindo, como ele mesmo contou no programa The Beatles Anthology: "Eu achei que como amigo da família eu poderia ir a casa deles dizer que tudo ficaria bem, tentar animá-los e ver como estavam. Eu dirigi cerca de uma hora. Eu costumava desligar o radio nessas viagens e cantarolar, vendo se conseguia compor canções. Então comecei a cantar - 'Hey Jules - don't make it bad, take a sad song, and make it better...' – como uma mensagem de esperança para Julian. Tipo, ‘qual é cara, seus pais estão se divorciando, sei que não esta feliz, mas você ficará bem". Depois disso ele trocou o nome de Jules para Jud, que era um personagem em Oklahoma do qual gostava e estava feita a canção.  Paul gravou uma demo no piano e mostrou para Jhon, que gostou da música. 
        Os Beatles começaram a gravação de 'Hey Jude' em 29 de julho de 1968 e como sabiam que ela seria um bom single, dedicaram o tempo para aperfeiçoar os arranjos e a finalizarão em 1 de agosto. O single "Hey Jude/Revolution" teve duração de sete minutos e onze segundos, mesmo assim, foi o sinlge mais vendido da banda.
       Julian Lennon comprou as anotações da canção por £25,000 e em 2002 um plágio do original da música escrito a mão foi leiloado por £80,000, mas Paul impediu por meio da justiça a venda, alegando que o original havia desaparecido de sua casa em Londres.


Julian e Cynthia atualmente

Single que deu origem a 'Hey Jude' e 'Revolution'

21 de mai de 2010

Boy Bands: fenômenos jovens.

Por JOILMA LIMA, MARIANA CASTRO E ERICA CÂNDIDO.


A cada ano que passa surgem novas Boy Bands, uma das principais características do gênero/formato é o apelo à garotas adolescentes, por isso, muitos consideram os Beatles como precursores das boy bands.

As boy bands foram se modernizando, criando fenômenos como o furacão latino dos Menudos (que gerou um boom de boy bands inclusive no Brasil) e absorvendo influências de gêneros como o R&B.

Conheça algumas dessas bandas:

Temptations – Em um modelo que seria consagrado mais tarde com o Menudo, os Temptations tinham um formato definido, independentemente de quem eram integrantes – era formado por cinco cantores e dançarinos. Com dezenas de milhões de discos vendidos, era uma das mais eficientes peças na fábrica de hits na Motown. Mas a vida mudou, e no final dos anos 60 o grupo deu uma guinada em direção ao soul psicodélico.








Beatles – Novinhos, bonitos e cantando com uma voz doce dezenas de canções de amor – os quatro garotos de Liverpool foram um dos maiores fenômenos adolescentes de todos os tempos e também, na sua primeira fase, uma das maiores boy bands. Os terninhos usados como uniforme, tiques de palco ensaiadíssimos e o som pop deslavado do começo da carreira não deixam dúvidas de que os Beatles serviram de inspiração parar muitas gerações de boy bands.







Monkees – Inspirados diretamente nos Beatles, os Monkees foram recrutados para fazer um seriado humorístico na TV norte-americana, mas acabaram virando um grupo de verdade. Selecionados como atores, e não como músicos, eram alvos de críticas na imprensa. Empresariados por Don Kirshner, responsável pela banda de desenho animado Archies, fizeram sucesso com “I’m a believer”, música de Neil Diamond incluída muito mais tarde na trilha do primeiro “Shrek”.







Jackson 5 – A banda foi criada por Joe, patriarca do clã Jackson que controlava os garotos com mão de ferro. Começou como Jackson Brothers, mas mudou com a entrada de Michael, o talentoso caçula do grupo. Com as bênçãos da Motown e da cantora Diana Ross, emplacaram quatro hits seguidos no primeiro disco, se tornando um dos maiores fenômenos da década de 70, com direito a desenho animado e programa de variedades.







Bay City Rollers – Os punks ingleses de 1977 não combatiam apenas os “dinossauros” do rock progressivo e do hard rock – também tinham como “inimigos” fenômenos pop como o Bay City Rollers, ídolos pop que reinavam nos programas de dublagem e nas paradas inglesas. Durante um tempo, foi decretada uma “Rollermania” entre as garotas inglesas, e a banda chegou a tocar no Japão e Austrália. O segredo? Garotos bonitos, roupas comportadas e muito açúcar no som, com direito a covers como “I only want to be with you”.






Menudo – O quinteto porto-riquenho é um dos maiores fenômenos de marketing da história da música pop. Boy band essencial deu origem a uma série de outros grupos que os imitavam em maior ou menor grau. Com direito a idade máxima para os integrantes, o Menudo varreu a América Latina (Brasil incluído) gravando em português, espanhol e inglês e deixando hits como “Não se reprima”.








Dominó – No rastro do sucesso do Menudo no país, versões brasileiras do boy band começaram a surgir, e o Dominó foi uma das mais famosas delas. Estreando com versões do grupo mexicano Timbiriche (“Companheiro” e “Ela não gosta de mim”), o quarteto teve sua própria “Dominomania”, com direito a dueto com o Balão Mágico e aparições em filmes dos Trapalhões – além do domínio absoluto das rádios com músicas como “Manequim” e “P... da vida”.







Polegar – Lembrado regularmente pelos problemas do ex-integrante Rafael Ilha com as drogas nos últimos anos, o Polegar foi a única banda contemporânea que chegou perto do Dominó em popularidade. Os feitos foram parecidos – também participaram de filmes com os Trapalhões (“Uma escola atrapalhada, que ainda tinha Angélica e Supla no elenco) e também dominaram as rádios, dessa vez com “Ela não liga pra mim” e “Dá pra mim”.







New Kids on The Block – O quinteto norte-americano foi responsável pela modernização das boy bands, absorvendo influências do R&B eletrônico do final da década de 80 e ajudando a popularizar o gênero nos EUA e no resto do mundo. Com seus coletes e bonés virados para trás, chegaram ao topo do pop em 199, quando desbancaram artistas como Michael Jackson e Madonna do topo da lista de mais bem pagos da revista “Forbes”.







Hanson – O trio de irmãos é quase uma boy band “á moda antiga” – cantando uma música influenciada por soul dos anos 60 (“MMMBop”) os três loirinhos chegaram a ser indicados ao Grammy, além de arrastar multidões de garotas em qualquer lugar que se apresentassem. Todo mundo cresce, e os Hanson não foram exceção – todos têm filhos e Taylor, o do meio, tem uma banda com ex-integrantes do Smashing Pumpkins e A Perfect Circle. Ainda assim, o Hanson tem planos para lançar um novo álbum em 2009.






Take That – Logo antes dos Backstreet Boys estabelecerem a nova onde da boy bands, o Take That já havia tomado a Inglaterra com suas baladas como “Back for good” e “A million love songs”. Além das vendas expressivas, eles deram um empurrão na carreira de um dos cantores de maior sucesso no país na última década, Robbie Williams – que, por sua vez, nem quis participar da volta do grupo, em 2006.








Backstreet Boys – A boy band mais famosa de seu tempo, e talvez uma das mais lucrativas da história (excetuando os Beatles), o Backstreet Boys foi pensado pelo empresário Lou Pearlman até nos detalhes, incluindo uma escalação com os mais diferentes biótipos para atingir todos os públicos adolescentes. No auge, parecia que eles nunca deixariam o olimpo pop – mas tudo que sobe tem que descer, e músicas como “Backstreet’s back” ficaram na memória das fãs e nos nostálgicos shows da turnê de volta do grupo, agora um quarteto.





‘N Sync – Também capitaneado por Lou Pearlman, o quinteto parecia um sub-Backstreet Boys – e, de certa forma, era mesmo. Mas o ‘N Sync sempre vai ter a vantagem de ter a credibilidade de ter sido o início da carreira de Justin Timberlake, ex de Britney Spears e candidato forte ao posto recém-vago de Rei do Pop.









KLB – O Brasil também tem seu quinhão de boy bands formadas por irmãos. Influenciados pelos Bee Gees, os irmãos Kiko, Leandro e Bruno (filhos do empresário musical Franco Finato Scornavacca) tiveram uma carreira constante, alternando hits nacionais (“A dor desse amor”) com versões gringas, como “Um anjo”, baseada em “Angel” do britânico Robbie Williams.








Jonas Brothers – Assim como o KLB, os irmãos Jonas tocam seus próprios instrumentos e também compõem suas próprias músicas. A banda foi criada a partir da carreira-solo do caçula Nick. Usando “anéis de virgindade” e bons moços, empresariados pelo próprio pai, estão chegando ao auge do sucesso com turnês lotadas e discos de platina. O que o futuro reserva ao trio, só o tempo dirá.

19 de mai de 2010

Vida de George Harrison inspira novo documentário de Scoserse.

Por ALINE MONTEIRO
O diretor Martin Scorsese está em Cannes para divulgar mais um de seus documentários sobre música. Trate-se do “Living in the material world: George Harrison”, já em fase de pós-produção. Composto de cenas inéditas sobre a vida do ex-Beatle, o documentário, que contou com a coloraboração de Olivia Harrison (viúva de George), ainda não tem previsão de lançamento. De qualquer maneira, vale à pena ficarmos atualizados.

Scorsese conta também com produções anteriores como “No direction home: Bob Dylan”, e “Shina a light”, sobre os Rolling Stones. O documentário promete ser bom, assim os beatlemaníacos esperam.

18 de mai de 2010

Se fosse hoje, Beatles estariam reunidos

Por Eliza Zimmermann

        Paul McCartney sugeriu que os Beatles se teriam reunido se todos os quatro membros ainda estivessem vivos.
        Em entrevista ao The Mail, o músico confessou que a banda recebeu propostas para voltar ao activo durante a década de 70. Todas recusadas.
«Na altura, não teria sido uma boa ideia mas passou muito tempo entretanto. Se fosse hoje, era fácil acontecer», comentou.
Fonte: Diário Digital

Seria Yoko Ono a culpada do fim dos Beatles?

Por BIANCA PIMENTA

E em um belo dia, a artista plástica Yoko Ono estava apresentando sua exposição individual nos Estados Unidos, quando o astro de uma das maiores bandas de rock da atualidade (1966) aparece no evento e se encanta. E a partir daí, começou uma história de amor entre John Lennon e Yoko Ono.

John Lennon financiou então sua próxima instalação, Half-A-Room, uma peça intimista e melancólica: um quarto de casal completamente branco, com a mobília, também branca, cortada ao meio. Ono comenta que a inspiração para a instalação ocorreu quando acordou certo dia e notou que Anthony Cox, seu ex-marido, não estava lá, não havia voltado na noite passada, deixando uma sensação de "estar pela metade". Ela havia se separado em 1963.

No fim da década de 1960, Lennon resolve se separar de sua esposa e em 1969 casa-se com Yoko.

Após o casamento, Yoko acompanhava o marido em todos os lugares, nos ensaios, gravações dos Beatles. O que podia ser entendido como companheirismo foi visto como uma postura desgastante. Os Beatles começaram a desaprovar o comportamento do casal. Diziam que Lennon havia mudado por causa de Yoko, os fãs mandavam cartas preconceituosas e os jornalistas eram impiedosos nas críticas.

No fim dos anos 60, Yoko deixou de lado o mundo das artes visuais, e passou a se concentrar na música pop. O primeiro disco de John e Yoko foi mal compreendido "Two Virgins". Não era somente um disco de música experimental do maior pop star da época e sua esposa excêntrica. A capa desse CD causou bastante repercussão, pois os dois apareciam nus.

Juntando-se com o vocalista dos Beatles, Yoko Ono resolveu “ajudar” a banda com seus conhecimentos obtidos em sua faculdade de música, onde estudou piano clássico e canto em Nova Iorque, na faculdade Sarah Lawrence. Yoko Ono é uma das precursoras do estilo rock experimental que viria surgir no fim dos anos 1970 e começo dos anos 1980 com a música industrial e pós-punk.

Isso, na época, foi a provocação e desconstrução do rock, com a participação de Lennon, e acabou por torná-la alvo de muitas críticas, especialmente de alguns fãs dos Beatles. Em uma famosa apresentação de John Lennon no festival musical Toronto Rock And Roll Revival Festival, Ono se uniu a banda a partir da segunda metade do show transformando o estilo rock and roll tradicional em uma das primeiras manifestações de música experimental dentro de um gênero popular, substituindo as palavras por ruídos gritados e utilizando a microfonia como parte da música. Atitude que fez as músicas apresentadas por Lennon e banda adquirir um estranho e original brilho. Eric Clapton sempre apoiou o trabalho de Yoko, tendo declarado em entrevistas como admira sua originalidade e como gostou de gravar com ela. Mas George Harrison já não pensava assim, e não aceitou que Ono participasse do Concerto para Bangladesh o que levou John Lennon a declinar do convite de se apresentar, já que Yoko era parte fundamental da Plastic Ono Band.

Como Yoko Ono não foi bem aceita pelos integrantes do grupo, John Lennon “se estressou”, e em 1970 decidiu deixar o grupo, gerando o fim da banda de rock bem mais sucedida do momento.

Muitos fãs culpam a japonesa pelo fim do grupo. Hoje, Yoko Ono voltou a expor suas obras plásticas por onde é convidada no mundo afora. Atualmente, Yoko mostrou a mídia seu desejo de escrever um livro sobre sua relação com John Lennon e os Beatles, onde ela poderia mostrar sua versão quanto aos acontecimentos da época, e as pessoas verem se ela foi realmente a culpada pelo fim dos Beatles.

Agora, só nos resta esperar!

Mercado em torno dos Beatles

Por: MARIA DILÉIA ARAÚJO ALVES, RONALDO RIBEIRO E FERNANDO ALMEIDA

The Beatles completa seus 50 anos e ainda invade a casa de seus admiradores. Mas como seria isso já que a banda se desfez a um bom tempo? Infelizmente eles se foram, mas temos um mercado enorme de produtos com seu nome, assim como de vários outros ícones da música.

Podemos encontrar de camisas, chaveiros, canecas, livros, de tudo um pouco e para acompanhar o avanço tecnológico será lançado pendrive que fará parte de uma edição limitada de um catálogo só com produtos dos The Beatles, entre vários outros produtos curiosos. Afinal, The Beatles se trata de um marco da música e do rock mundial, e não seria tão simples assim eles saírem de circulações e os fãs agradecem.

Um ótimo exemplo de novidades que rolam por aí, é esse Infusor de chá yellow submarine:

Pesquisando na internet, achamos um blog super interessante com variedades de brinquedos, http://blogdebrinquedo.com.br/tag/beatles/ lá os fãs se divertem com as novidades em forma de brinquedos em homenagem aos Beatles.

Falando em mercado dos que se foram, por obra do tempo ou da natureza existem pesquisas sobre os artistas que já morreram como, John Lennon que ainda gera lucros mesmo depois de sua partida. De acordo com o site *Forbes.com, alguns artistas mortos faturam mais que os astros vivos, principalmente no universo musical.

1. Elvis Presley - 52 milhões de dólares


2. Kurt Cobain - 50 milhões de dólares


3. Charles M. Schulz - 35 milhões de dólares


4. John Lennon - 24 milhões de dólares


5. Albert Einstein - 20 milhões de dólares


7. Theodor Geisel (Dr. Seuss) - 10 milhões de dólares


8. Ray Charles - 10 milhões de dólares


9. Marilyn Monroe - 8 milhões de dólares


10. Johnny Cash - 8 milhões de dólares

Os Beatles estão em vários rankings, quando se tratam de artistas únicos. Rádio BBC de Londres fez um levantamento dos artistas que mais foram tocados na história da música na Grã-Bretanha. Madonna ficou em primeiro lugar, mesmo não sendo britânica como é o caso do grupo queridinho do país. Os Beatles.

As músicas do Robbie Williams ficaram em terceiro lugar, uma vez que o seu estilo musical também é bastante apreciado por lá.

1. Madonna


2. The Beatles


3. Robbie Williams


4. Queen


5. Take That


6. Sugababes


7. Elton John


8. Elvis Presley

* Forbes é uma revista de economia, finanças e negócios norte-americana, fundada em 1917 por B. C. Forbes. Seus principais concorrentes a nível nacional são a Fortune, que, assim como a Forbes, é publicada duas vezes por semana, e a BusinessWeek. A revista é mais conhecida por suas listas, como a das personalidades e empresas mais ricas do mundo.

16 de mai de 2010

Fãs reclamam da falta dos Beatles no iTunes

Em pronunciamento oficial, Paul McCartney culpa EMI

Por Rogério Pecegueiro.

Após reclamações dos fãs pelo mundo na demora da disponibilização das músicas dos Beatles pelo iTunes, Paul McCartney resolveu se pronunciar colocando a culpa na gravadora EMI.

Segundo o Ex-Beatle, a gravadora, que detém os direitos das músicas, não as estaria intermediando para o download legalizado.



O músico, em entrevista ao programa BBC Newsbeat, disse que as negociações estão acontecendo, contudo não estipulou um prazo para a resolução do problema.







Fonte: http://news.bbc.co.uk/newsbeat/hi/music/newsid_10110000/newsid_10116600/10116607.stm

13 de mai de 2010

- HELLO CRAZY PEOPLE, BIG BOY RIDES AGAIN!!!

Por ROGÉRIO PECEGUEIRO
Seu nome: Newton Alvarenga Duarte – Big Boy (1 de junho de 1943 - São Paulo, 7 de março de 1977) -. Simplesmente, foi o melhor disc jokey do rádio brasileiro, responsável pela revolução da comunicação do radialismo, introduzindo uma locução irreverente que atendeu, principalmente, ao público jovem. A sua saudação aos ouvintes - Hello, crazy people – era a sua marca registrada de estilo próprio, bem distinto aos outros locutores de época. Tinha uma excelente visão para agradar ao seu público, de observar as tendências musicais pelo mundo, sempre estabelecendo inovações partir de idéias que viriam a modificar todo o sistema de seu programa. Sobretudo, foi o criador do “Baile da Pesada”, em parceria como Ademir Lemos, uma febre que tomou o Rio de Janeiro, precursor dos atuais bailes funks.

Deste criança, Newton era apaixonado pela música. Já na adolescência, contava com uma coleção de 20 mil discos, sempre manifestando preferência pelo rock, o ritmo americano que era a tendência jovem na cultura mundial da época.

- BIG BOY: THE GREAT BEATLEMANIC!!!

O inicio de carreira do jovem Locutor e radialista Newton Alvarenga começou na Rádio Tamoio do Rio de Janeiro, onde procurava freqüentar, por possuir uma programação mais atualizada da época - ia sempre ao estúdio com discos inéditos de diversas bandas de rock, pedindo para que fossem tocados ao ar nos programas desta emissora. Neste tempo, procurava manter contato com programadores e aficionados em rock, se mantendo atualizado, com objetivo de buscar oportunidade profissional, sonho este que buscava com obstinação. De tanta insistência, a oportunidade viria quando fora convidado para substituir um programador que entraria de férias, não hesitou em abandonar a profissão de professor e aceitar a oferta. Assim tornar-se-ia radialista.

Sua forma irreverente e criativa em formular seus programas logo chamou a atenção dos diretores da rádio Mundial – RJ, que estava em uma profunda reformulação, e convidaram Alvarenga para participar. Logo, com a ajuda dele, a Radio Mundial se tornaria a de maior audiência de publico jovem do Rio de Janeiro. Foi nesta emissora que Newton Alvarenga começaria o trabalho de DJ e ganharia o apelido de “Big Boy”, e a popularidade de sua carreira aumentaria de proporções inimagináveis. O sucesso foi tanto que em pouco tempo, Big Boy já comandava as grandes noitadas dos bailes cariocas. Na rádio, o seu programa “The Cavern Club”, destinado exclusivamente ao romantismo dos Beatles, ficou no ar durante 13 anos e foi líder de audiência. Além desses, haviam outros 2 programas que levavam ao delírio os ouvintes da Radio Mundial Am860: O RITMOS DE BOITE e BIG BOY SHOW.

Tanto sucesso o levou para a televisão, no qual seria o principal comando musical da TV Globo – hoje em dia, essa tarefa está a cargo de Maurício Kubrusly -. Chegou a participar de quadros no Jornal Hoje, sempre com uma Beatle-novidade. Em São Paulo, outro programa radialista viria a ser um campeão de audiência pela Rádio Excelsior, cujo nome era “The Beatles Again”, sob produção de Sônia Abreu.

O Big Boy – Newton Alvarenga - amava os Beatles, pois tinha a maior correspondência quando voltava das viagens do exterior, com musicas ainda não escutadas pelos ouvintes brasileiros. Eis a montagem feita para a divulgação da música “I've Got a Feeling”, dos Beatles - até então, inédita aos seus ouvintes -, com locução do saudoso Big Boy, na Rádio Mundial 860 em 1970:


“Eu toco os discos dos Beatles no meu programa ‘CAVERN CLUB’ nos sábados, por que eu gosto de música. Eu acho que ali tá o início e o fim de tudo!” – Big Boy.
- HELLO CRAZY PEOPLE, BIG BOY RIDES AGAIN!!!

Newton Alvarenga Duarte foi o primeiro comunicador de rádio a atuar de forma irreverente, a mostrar os Beatles no Rádio e na TV brasileira. Mas não fez só isso: toda a geração de Djs, locutores e comunicadores, devem muito a Big Boy: um grande idealizador da evolução da forma como se fazer programas de rádio e televisão voltado para o rock e o público jovem. Sem sombra de dúvidas, foi o maior fenômeno do rádio brasileiro de todos os tempos.

Mas como num golpe do destino, no ano de 1977 uma crise de asma silenciou a voz de Big Boy em um quarto de hotel na cidade de São Paulo, deixando uma geração de ouvintes órfãos de seu incalculável trabalho, que até os dias de hoje, lembram com carinho daquela chamada que era a sua marca registrada. Ninguém jamais imaginaria que um simples menino, colecionador de discos de vinil piratas, se tornaria um grande comunicador, quebrando com as rígidas regras de locuções de sua época, em pouco menos de uma década em que atuou. Cedo se destacou e cedo nos deixou. Para os que conheciam o seu trabalho de perto e tinha-o com grande estima, não restaram lágrimas, apenas orações.

Saudações de um beatlemaníaco!